Pense na Bahia e o que vem à mente? Azeite de dendê, trancinhas afro no cabelo da mulata e um jeitinho manso de falar. Esses três elementos estão presentes na capital da Bahia , Salvador, e também nas cidades do recôncavo baiano. Três delas: São Félix, Cachoeira e Santo Amaro ofereçe, para quem gosta, ruas carregadas de história. Dada a proximidade, em um dia apenas é possível conhecer as três.
Começamos por São Felix, separada da vizinha Cachoeira pelo rio Paraguaçu e cortada por uma estrada de ferro.
No auge do transporte ferroviario esta bonita estação já ficou entre as mais bonitas do Brasil. 
Mas beleza fica somente na parte externa, dentro a falta cuidado é constrangedora. Muitos objetos de arte e peças antigas, como móveis e cofres do século XVIII, estão abandonados e cobertos de poeira. Numa sala escura e suja telas deterioram-se penduradas na parede.
O amplo espaço interno, onde as pessoas desebarcavam, hoje é usado para o consumo de alcool.
e para malhar numa acadêmia improvisada
Este o espaço Dannemann
Diferente da estação, o espaço ofereçe ao visitante em São Felix exposições de fotografias , telas e instalações de artistas plásticos da região.
A Estação e o Dannemann são espaços culturais, a diferença é que a admistração da Estação é pública e não funciona. Já a do Danemann funciona porque é privada.
Para comer uma boa opção é um pequeno restaurante localizado no mercado municipal
Onde serve-se uma temperada muqueca de arráia, acompanha de feijão e arroz e pimenta, por R$ 6,00
Dá para comer observando uma típica feirinha:
O acesso à vizinha cidade de Cachoeira é feito por uma longa ponte de ferro de 365 metros de extensão e 9 de largura construída no século XIX com estrutura metálica importada da Inglaterra.
Cachoeira
Pela quantidade de casarões coloniais percebe-se o quanto a cidade de Cachoeira foi importante economicamente no século XVIII tanto que, no auge de seu desenvolvimento era umas das vilas mais populosas e ricas do Brasil!
Andar por suas ruas é como estar num pelourinho menor.
Construções belíssimas, no estilo barroco, como o prédio da prefeitura:
O covento e Igreja do Carmo:
e a antiga cadeia construida pelos escravos com pedras retiradas do rio paraguaçú
Este era o ambiente da prisão. No canto o local onde os presos faziam as necessidades:
Santo Amaro
De Cachoeira à Santo Amaro gasta-se apenas meia hora de ônibus. Foi lá que cresceram Caetano Veloso e e Maria Bethânia. Os dois viveram nesta casa onde mora a ilustre
dona Canô .
Na praça da purificação, principal da cidade, a bela fonte de bronze e a imponente igreja matriz compõe o lugar mais bonito da cidade.
Em São Félix, Cahoeira e Santo Amaro, fala-se o autêntico dialeto baiano, canta-se samba de roda, permanece o culto aos orixás. Pelas ruas de pedra transitam pessoas orgulhosas da sua cultura e do jeito tranquilo de viver a vida, preservando o hábito de curtir o entardecer sentando-se nos banquinhos das lindas praças arborizadas, ou nas escadarias das igrejas católicas. Axé





















junho 8, 2010 às 3:20 pm |
O Recôncavo baiano é mesmo um charme. Já tive a oportunidade de vislumbrar parte de seus encantos. Além das belíssimas imagens arquitetônicas, naturais e das características naturais de seu povo, realmente a culinária não poderia ficar de fora. As muquecas fazem parte não só dos sabores do Recôncavo, bem como do visual e do cheiro.
Ah! o cheiro! Que mistura com as fragâncias naturais de suas matas e das brisas do oceano ( no caso das que são banhadas pelo oceano) produzem e cheiro sem igual. Mexe com o paladar, um tônico natural para o apetite.
Jesus, nesta imagem está clara: esta muquecade arraia leva camarão!
julho 8, 2010 às 11:52 am |
É verdadeiramente um choque de contradições o público e o privado. Fica e deixa um clima ruim para o povo e suas cidades, principalmente seus povoados, de quando algo é privatizado. O país deixa de receber uma significativa parte de sua verba e, em contrapartida, a empresa se encarrega de fazer o que o governo é incapaz: cuidar e dar valor a arquitetura, as estradas, metrôs, trilhos etc, valendo-se de se apropriar de todo lucro por, no mínimo 20 anos. Passa-se novamente ao Estado e apodrece.
Uma realidade muito, mas muito triste.
julho 10, 2010 às 1:50 pm |
Belas fotos Jesus. Está no caminho certo.