Viagem ao recôncavo baiano.

junho 6, 2010


Pense na Bahia e o que vem à mente? Azeite de dendê, trancinhas afro no cabelo da mulata e um jeitinho manso de falar. Esses três elementos estão presentes  na capital da Bahia , Salvador,  e também nas cidades do recôncavo baiano.  Três delas: São Félix, Cachoeira e Santo Amaro ofereçe, para quem gosta, ruas carregadas de história. Dada a proximidade, em um dia apenas é possível conhecer as três.

Começamos por São Felix, separada da vizinha  Cachoeira pelo rio Paraguaçu e cortada por uma estrada de ferro.

No auge do transporte ferroviario esta bonita estação  já ficou entre as  mais bonitas do Brasil. 

Mas beleza fica somente na parte externa, dentro a falta cuidado é constrangedora. Muitos objetos de arte e peças  antigas, como móveis e cofres do século XVIII, estão abandonados e cobertos de poeira. Numa sala escura e suja  telas  deterioram-se penduradas na parede.

O amplo espaço interno, onde as pessoas desebarcavam,  hoje é  usado para o consumo de alcool.

e para malhar numa acadêmia improvisada

Este o espaço Dannemann

Diferente da estação, o espaço ofereçe ao visitante em São Felix exposições de fotografias , telas e instalações de artistas plásticos da região.

A Estação e o Dannemann são espaços culturais, a diferença é que a admistração  da Estação é  pública  e não funciona. Já a do  Danemann funciona porque é privada.

Para comer uma boa opção é  um pequeno restaurante localizado no mercado municipal

Onde serve-se uma temperada muqueca de arráia, acompanha de feijão e arroz e pimenta, por R$ 6,00

Dá para comer observando  uma típica feirinha:

O acesso à vizinha cidade de  Cachoeira é feito por uma longa ponte de ferro de 365 metros de extensão e 9 de largura construída no século XIX com estrutura metálica importada da Inglaterra.

Cachoeira

Pela quantidade de casarões coloniais percebe-se o  quanto a cidade de Cachoeira foi importante economicamente no século XVIII tanto que, no auge de seu desenvolvimento  era umas das vilas mais populosas e ricas do Brasil!

Andar por suas  ruas é como estar num pelourinho menor.

Construções belíssimas, no estilo barroco, como o prédio da prefeitura:

O covento e Igreja do Carmo:

e a antiga cadeia construida pelos escravos com pedras retiradas do rio paraguaçú

Este era o ambiente da prisão. No canto o local onde os presos faziam as necessidades:

Santo Amaro

De Cachoeira à Santo Amaro gasta-se apenas meia hora de ônibus.   Foi lá que cresceram  Caetano Veloso e  e Maria Bethânia. Os dois viveram nesta casa onde mora a ilustre  
dona Canô .

Na praça da purificação, principal da cidade, a bela  fonte de bronze e a imponente igreja matriz  compõe o lugar mais bonito da cidade.

Em São Félix, Cahoeira e Santo Amaro, fala-se  o autêntico dialeto baiano, canta-se samba de roda, permanece o culto aos orixás. Pelas ruas de pedra transitam pessoas orgulhosas da sua cultura e do jeito tranquilo de viver a vida, preservando o hábito de curtir o entardecer sentando-se nos banquinhos das lindas praças arborizadas, ou nas escadarias das igrejas católicas. Axé

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Antonio Cordeiro, Lady Gaga no alto do cruzeiro, e flores silvetres da caatinga

abril 6, 2010

Este é o senhor Antonio Cordeiro: 98 anos, 7  filhos, 25 netos, 21 bisnetos.

Foi vaqueiro até os 70 anos, até se aposentar.  Sr. Antonio, então, decidiu dedicar-se ao artesanato, esculpe em pedaços de madeira umburana, coisas que ficaram no seu imaginário: bois, currais e correntes, além de quebra-cabeças cheio de enigmas.

Lúcido o senhor Antonio Cordeiro é capaz de dizer o nome de todos os membros de sua família. Além de recordar, com detalhes, antigos “causos” de sua vida.

O Senhor Anotnio Cordeiro mora num pequeno povoado da cidade de Barra da Estiva, Bahia, chamado Triunfo do Sincorá. Uma vila pacata, com pouco mais de 300 habitantes, banhanda pelo rio Sincorá. (essa aí,ao fundo, sendo observada pelos garotos).

Na sexta-feira da paixão os habitantes de Triunfo costumam subir até um cruzeiro, localizado no alto de um morro íngreme, carregando uma pedra no ombro, com a finalidade de  pagar seus pecados ou alguma promessa. As pedras são depositadas ao pé desta cruz.

Neste ano, a maioria das pessoas que subiram até o cruzeiro foram homens e, tão logo as pedras eram colocadas ao pé da cruz, garrafas de bebidas alcoolicas abertas, fumos de cordas   enrolados, acesos e tragados. Uma verdadeira comemoração. Faltava apenas um som para que a peregrinação se tornasse de fato profana.  Surge então alguém com rádio à pilha assoviando o seguinte refrão:

“I’m your biggest fan I’ll follow you until you love me
papa-paparazzi.”

Isso mesmo, lá no alto do morro de Triunfo do Sincorá a voz da diva mais profana da vez, Lady Gaga, fez os “peoes” , esquecerem os pecados, num dia tão sagrado para os católicos.

A região na qual Triunfo está localizada é a caatinga. Em épocas de chuva os galhos secos se transformam no mais intenso verde e todos os botões flores possiveis desabrocham.

e ponto final.

Policiais e Transeuntes observam viciados de crack na fonte da Praça Julio Mesquita

julho 30, 2009

 

 

Recentemente li uma reportagem intitulada “A idade da pedra” na revista Rollings Stones do mês de julho, sobre o crescimento do consumo de crack nas principais cidades do estado da Paraíba. O repórter Mauricio Monteiro Filho acompanhou as ações do Gate – elite da policia militar paraibana -, na cidade de Campina Grande, na tentativa de conter o tráfico da droga que vem aumentando a cada ano naquele estado. Os números das apreensões feitas pela Policia Federal é a prova do aumento: em 2005 foram apreendidos 1,6 Kg, a quantidade saltou para 111,8Kg em 2008 e esse ano, entre os meses de janeiro e abril já foram apreendidos 153 Kg da droga. A reportagem é um exemplo de que o crack está se alastrando Brasil afora. Tempos atrás o foco do crack estava no centro de São Paulo, quando ruas as próximas a estação da luz ficaram conhecidas como cracolândia. Ano passado na tentativa de dar “novos ares” a esta região da cidade de São Paulo, a prefeitura convidou empresas a se instalarem nos antigos galpões fora de uso. Atualmente, apesar das ruas passarem por reformas, essa ação da prefeitura de tentar “limpar a área”, tem mostrado ineficaz, já que o número de usuários tem sido cada vez maior no centro de São Paulo.

Veja esse breve relato.

Às 22 horas, cerca de 50 pessoas se aglomeram em volta de uma fonte desativada na Praça Julio Mesquita. Aglomerações no centro de São Paulo acontece geralmente quando há acidentes de transito ou atropelamento de pedestres. Mais de perto observa-se  que não se trata de acidente. As pessoas ali reunidas, aparentemente, moradores de rua, estariam, então recebendo alimentos ou agasalhos de alguma organização beneficente. Nem acidente, nem distribuição de alimento. O que faz aquelas pessoas se aglomerarem no meio da Praça Julio Mesquita é o crack.

A cena chocante é observada por Lucilene Rodrigues Paulino, 35, moradora de uma rua próxima, Barão de Limeira. Enquanto passeia com seu cachorro poodle na calçada da rua Conselheiro Nébias, a dona de casa, ver estarrecida que o comércio e consumo em larga escala é também contemplado por duas viaturas da ROTA, estacionados na avenida São João, além de uma da Policia Militar, parada  na própria praça. Lucilene não consegue entender por que os policiais não fazem nada e relata que a cena é “bem pior” ainda a luz do dia, às 17 horas, quando número de usuários triplica. “A situação chega a ser constrangedora pra mim”, conta a moradora que teve que mentir para parentes que lhe visitaram recentemente, dizendo que aquelas pessoas reunidas estavam recebendo sopa de uma instituição de caridade. Enquanto Lucilene falava a viatura da Policia Militar, finalmente se deslocou para o aglomerado e os viciados rapidamente se espalharam. Mas os policias mal sairam da viatura, ficaram por pouco tempo próximo a fonte e voltaram a estacionar a carro no mesmo local em que estavam a menos 50 metros dali.  Com a saída da viatura retorna o comercio e o consumo do crack no meio da praça.

A cena se repete em vários pontos da Avenida São João.

Na famosa esquina com a Ipiranga, a degradação se contrasta com o ambiente sofisticado do Bar Brahma, um dos mais famosos da capital, freqüentado pelo público da classe A e B. Ali os seguranças protegem os clientes do risco de serem assaltados pelos “nóias”. Um dos seguranças diz que os assaltos naquela região são freqüentes e cita o caso de um casal de turistas que saíram do bar para o hotel próximo, onde estavam hospedados, para buscar uma câmara fotográfica, “agente até ofereceu segurança mas eles disserem que não precisava”, conclusão, os turistas foram assaltados antes de chegarem ao hotel.

Mas porque a policia assiste tudo e não faz nada?

Quem responde é o sargento Carlos de uma base instalada na Praça da Republica. Segundo ele, viciados não podem ser presos porque consomem e não comercializam a droga: “não tem jeito, eles são moradores de rua, não podemos prendê-los”.

Quanto à quantidade de usuários na Praça Julio Mesquita, o sargento diz que, devido a ações da policia em outros locais os viciados tendem a se concentrar num só.

Esse fato ocorreu ontem à noite. Lucilene, a moradora próxima da Praça, diz que ele se repete todos os dias naquela fonte que algum dia embelezou a Praça Julio Mesquita.

Gripe Suína e Arrebatamento.

julho 21, 2009

 Mais quatro pessoas morreram de gripe suína no estado do Rio Grande do Sul. Já são 11 o numero de mortos no estado e 15 no Brasil. Alguns dias atrás eram apenas 2 as vitimas fatais e o critério usado pelos médicos para confirmar se o paciente estava infectado, consistia em   saber se o mesmo esteve fora do Brasil ou se houve algum contato com pessoas de outros pais, mais especificamente a Argentina. Mas a partir da morte do jovem estudante de 21 anos na cidade de Osasco, o critério mudou,  isso porque, nas duas vezes em que o estudante foi atendido pelos médicos, a resposta foi a mesma às perguntas chaves. O rapaz não teve contato com ninguém do exterior nem esteve fora do país, isso prova que o vírus já está começando a se espalhar.  A previsão é que, nos próximos dias,  a gripe terá seu auge no Brasil, principalmente nos estados do Sul e Sudeste.

Pela manhã no centro de São Paulo, duas pessoas estrangeiras, distribuíam panfletos que anunciavam um “Arrebatamento” previsto para acontecer no dia 21 de maio de 2011. Arrebatamento seria a “retirada do povo de Deus e do fim do mundo em si”.

De acordo com o panfleto a justificativa para tal confirmação estaria em Genesis 7:4

Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; de desfarei sobre a face da terra toda a substancia que fiz”.

Deus disse essas palavras para Noé e sua família que foram salvas porque se  refugiaram na arca. Para o resto da humanidade Deus estaria dizendo que cada dia equivale a mil anos. Somando a data do dilúvio 4990 A.C. ao ano de 2011, subtraindo um ano devido a existência do ano zero chega-se 7000 anos exatos.

A destruição do planeta terra, segundo o panfleto ira durar 5 meses, com inicio em 21 de maio e termino em 21 de outubro.

Enquanto eu lia o panfleto na fila de um banco uma senhora que estava a minha frente foi atraída pela data do arrebatamento porque esta coincide com a do dia do seu aniversário. No dia 21 de maio de 2011, Maridelma Medicino fará 47 anos, ela prova mostrando seu documento de identidade. Para ela o arrebatamento na data do seu aniversario seria um acontecimento “muito bom para ser verdade”. Afinal ela é evangélica, fiel a palavra de Deus e ,portanto, iria subir ao tão desejado céus.

A conversa sobre arrebatamento chega ao fim do mundo e termina na gripe suína. Maridalva conta que seu marido, funcionário do hospital Emilio Ribas, vive assustado com o número de pessoas procurando atendimento no local. Ele presenciou o discurso de um infectologista para as pessoas que aguardavam na espera. Dizia o profissional que  aglomerações devem ser evitadas e as janelas de trens e ônibus abertas sempre que possível, independentemente do frio.

Pelas ruas do centro de São Paulo pessoas já transitam usando mascaras. Outra forma de proteger do vírus, sem chamar a atenção é lavar sempre bem as mãos quando se chegar em casa.

Para aumentar ainda mais a coincidência com a data de aniversario de Maridelma, sem querer anotei o endereço desse blog numa folha da minha agenda cuja data correspondia ao dia 21. Depois de lhe entregar o pedaço de papel, me apresentei: “

 – Foi um prazer, meu nome é Jesus. 

 – Jesus!?!?! – disse Maridelma admirada e acredito eu, convencida, devido a tantas coincidências, que um acontecimento de fato irá acontecer na data do seu aniversario.  

Retirada de integrantes do MTST termina em confronto na avenida 9 de julho.

junho 18, 2009

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A retirada dos integrantes do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – instalados na avenida 9 de julho desde terça-feira, 16/06, foi rápida e truculenta. Por volta das 19hs da quarta-feira, 17/09, a tropa de choque deu a ordem para que as 300 pessoas se retirassem do local. Os acampados revidaram e entraram em confronto com a policia. A avenida 9 de julho se transformou num cenário de guerra.

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Os manifestantes atearam fogo em sacos de lixo e o transito, ficou parado nas duas vias, por cerca de uma hora.

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A tropa de choque respondeu aos ataques com bombas de efeito moral. Na altura do numero 600 os manifestantes expulsaram os passageiros de um ônibus circular e tentaram incendiar o veiculo.

Rosiele, integrante do MSTS, estava no local durante a retirada dos acampados. Levava sua filha Raquele de oito meses no colo. Desorientada, não sabia pra onde ir, conseguiu recuperar apenas o carrinho de bebê e uma sacola com algumas peças de roupas. Todo restante foi levado pelos caminhões da prefeitura, juntamente com camas, colchões, cobertores e outros objetos dos moradores.

Há cerca de sessenta dias os integrantes do MTST invadiram um antigo prédio do INSS na avenida 9 de julho. Na ultima terça-feira foram obrigados a se retirarem do prédio e como protesto decidiram permanecer acampados debaixo do viaduto 9 de julho. Apesar das condições precárias do prédio o objetivo dos integrantes era restaurar e torna-lo como moradia permanente.

Moradores do MTST são retirados de antigo prédio do INSS

junho 17, 2009

O viaduto 9 de julho será o teto de Carmem  e de mais 300 famílias por tempo indeterminado. Ela e os integrantes do MSTS foram retirados do antigo prédio do INSS na avenida 9 de julho, às 7hs da manha de ontem (17/06).

A retirada foi feita de forma pacifica pela policia. A bandeira vermelha do movimento ,antes colocada no topo do prédio, agora está fincada na avenida 9 de julho, onde os moradores improvisaram barracas de lonas e espalharam camas, colchões, fogões e outros moveis domésticos, também, pelas calçadas da rua paralela Álvaro de Carvalho.

O prédio do INSS foi ocupado pelo movimento há sessenta dias, e, apesar das condições precárias os moradores argumentam que é melhor morar no local que em favelas onde não há saneamento básico. Os lideres do movimento dos trabalhadores sem teto calculam que   cerca de 100 crianças estão dormindo ao relento sob temperatura relativamente baixa nos últimos dias.  Segundo Carmem, uma das líderes do movimento, a alimentação está escassa. Doações de leite, arroz além café, são bem vidas  para garantir a  vigília das famílias durante a madrugada .

13º Parada Gay de São Paulo

junho 16, 2009

 

13º Parada do orgulho GLBT, maior festa de rua de São Paulo, maior evento do gênero do mundo.

Às 17hs  os trios elétricos já tinham completado o percurso até o final da avenida consolação. Sem música a multidão de pessoas  circulava de ponta a ponta da Paulista.

Charada

Os fantasiados viraram atrações para a gente comum.

Foi assim com “Alessandra”. Muito solicitada para fotografias, compareceu  vestida de noiva afim de conseguir um casamento.noiva

Leona  saiu do trabalho e foi direto para paulista.  Sua fantasia: “mulher banana”.

Leona

Aos homens que lhe assediavam, o aviso: “sou plastificada”. Não totalmente, porque “silicone nos seios causa impotência e atrapalha a relação sexual com meus clientes”. Luana é ativa. Mesmo com receio da impotência promete vir de silicone à parada no próximo ano.

Marcos-Ferrarezi

O assessor comercial Marcos Ferrarezi, não curtiu a parada como nos outros anos. “A passagem dos trios elétricos foi rápida”. Sem som e pouco colorido ficou uma “muvuca de gente sem respeito”. Achou o evento desorganizado e feio. Permaneceu apenas 3 horas na parada, o que segundo ele, não compensou tanto trabalho com os preparativos. Foram dois meses confeccionando a roupa e quatro horas se maquiando.

Sem música o público descia a avenida consolação sentido centro. O aglomerado nas filas dos banheiros químicos dificultava a passagem do publico, mas Sofia, 2 anos, passou tranquilamente sentada no ombro de sua mãe, Márcia.

Sofia

Segundo ano participando da Parada gay. No primeiro foi considerada o “1º bebê gay de São Paulo”. Junto com ela, sua prima Marina de 11 anos participava pela 1º vez. Gostou, mas achou estranho ver os homens se beijando.

O porquê da camisa?

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 Para pegar tudo mundo!

Ambulante

Waldemar, 40, que vendeu cerveja ano passado, neste, mudou de produto, preferiu os chifrinhos luminosos, adereço muito usado pelas meninas, vendidos pelos ambulantes a um preço médio de R$ 5,00.

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Estas artistas fazem parte do grupo “Fora da Mídia”. São autônomas e protagonizam intervenções sociais. Não são lésbicas, se fantasiaram para propagar o respeito e a cidadania.

Artistas

 Segundo elas, este ano a participação na Parada Gay foi válida apenas no inicio, depois predominou a “falta de respeito”.

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Apesar do  frio de 16º  muitos homens exibiam os músculos cultivados em academias.

Marcio

Nem todos se diziam gays, como o autônomo Marcio, na parada pela 4º vez. Para ele não há problema em ser assediado pelos homens. “estou na festa deles né mano”.

Às 19 hs, o publico se dispersava pelas ruas do centro. Era final da festa com momentos bizarros.

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 No  metro da praça da República o  segurança avisava que  a fila para comprar os bilhetes   ocupava os três pavimentos da estação.

Metrô.1

 Não adiantava reclamar. 10 minutos era o tempo de espera do lado de fora.

Metrô

 Pelo número de pessoas a 13º edição da Parada Gay de São Paulo deve ter quebrado mais uma vez o recorde de público. Finalizou bem para Samantha, nome artístico de Rael Toledo. Cansada e descalça levava os saltos na mão. Pousou para foto  nostalgica e  tranqüila em frente ao Copan.

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Fuga para o Zoologico

maio 24, 2009

Circulando pelo centro de São Paulo as vezes nos deparamos com uma paisagem assim:

DSC01989Embaraçosa e confusaDSC01988

 Amontoado de concreto velho e sujo.

Bom mesmo é fugir dessa paisagem encardida e ir ao encontro do verde e de espécies que nele vive, ainda que enjaulados

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No Zoologico de São Paulo existem cerca de 3.200 espécies de bichos, além da imensa área verde de 824.529m². 

Tirando as aves que não podem voar, como o poderoso Urubu-Rei

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Os outros animais se mostram satisfeitos em seus espaços.

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Simpaticos

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até no rebolado

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Descançados

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e vigorosos

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  O pelo do mico-leão é dourado mesmo!!

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Esse parece espantando

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Observa-se que a semelhança com os homo sapiens começa com vida em grupo

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e termina nos musculos:

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 Um dente de um  Hipopotamo chega a pesar 6 quilos!

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Nem tudo exposto é vida, como este masjestoso esqueleto de uma sucuri.

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É mesmo uma boa ídeia a do homem de expor bichos enjaulados numa cidade grande. 

Chegar ao zoologico é facil. No metro jabaquara há terminais onde é possivel comprar ingresso por R$ 16,00, já com transporte incluso. Estudantes pagam meia entrada.

O preço da comida oferecida nas lanchonetes é salgado, portanto levem um lanchinho de casa e aproveitem a maravilhosa   área para piquenique.

5° Virada Cultural de São Paulo

maio 5, 2009

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Quatro milhões de pessoas circulando pelo centro de São Paulo atrás de cultura? Não foi bem isso que se viu na 5º Virada Cultural de São Paulo. Eu que já fui em todas notei que nesta o público estava mesmo afim de ficar ”chapado de goró”. E da-lhe vinho barato. Daqueles de embalagem plastica: R$ 4,00 cada.

Minha passagem pelas ruas durante a noite foi rápida. Na Rave da IX de novembro tinha tanta gente que não havia possibilidade de dançar. A maladragem estava concentrada e de olho nos bolsos. Depois que meu amigo quase perdeu a carteira resolvi sair de lá e segui para a pista de trance no largo São Francisco que alías tem uma proposta perfeita: o Dj discotecando da sacada da faculdade de direito e aquela praça toda como pista de dança. Foi lá que eu presenciei a primeira briga numa Virada. Vi um rapaz bêbado caindo no chão de tanto lavar chutes ponta pés e murros de uma turma de moços, também bêbados. Fui embora.

Os relatos de amigos que ficaram pelas ruas durante a noite não foram muito bons.

Minha mulher foi ver Marcelo Camelo no palco principal, na avenida São João. Quase morreu pisoteada enquanto tentava sair do local no final do show. No caminho de volta para casa viu policias batendo em pessoas e pixadores rabiscando prédios na rua 7 de abril.

Um casal de amigos relatou que duas garotas foram expulsas do Teatro Municipal durante a apresentação de Tom Zé motivo: estavam bêbadas e atrapalhando o show.

No domingo, durante a tarde fui ver os Novos Baianos. Aproveitei para passear pelas ruas do centro que estavam assustadoramente imundas. Lixo no jardim do Teatro municipal, lixo no jardim da Praça da República. Lixo muito lixo. Muita gente bêbada também. Passeio desagradável para uma família.

Não foi a mesma imagem das duas primeiras Viradas, onde o espetaculo era presenciar famílias circulando tranquilamente durante a madrugada e muita criança aproveitando as atrações do dia seguinte com os pais. Nada de violência ou tentativa de roubo, nem muito lixo, também. A cultura estava em primeiro lugar.

O que se viu foi que, nesta 5º Virada Cultural a diversão ficou visivelmente por conta do vinho barato de R$ 4,00.

Evoé

Cortejo fúnebre, Babádo no Mosteiro do São Bento e Encrostamento.

abril 28, 2009

CORTEJO  FÚNEBRE NA PRAÇA PATRIARCA

Haviam cruzes e um caixão na Praça do Patriarca hoje, 28 de abril de 2009 dia Mundial em Memória das Vítimas de Doeças e Acidentes no Trabalho. No ato organizado pelo sindicato dos bancários houve discursos e distribuição de planfetos. Num dos discurso alguém citou como exemplo de descaso com o trabalhador, a construção da ponte estaiada:

“Durante a construção daquela ponte, que é cartão postal da cidade de São Paulo, um funcionário chamado Francisco foi soterrado e seu corpo permanece lá até hoje. Portanto o nome daquela ponte não deveria ter o nome de um dos jornalistas da Rede Globo e sim do trabalhador que morreu na obra”.

Diariamente a ponte apareçe ao fundo durante a exibição jornal SP TV. Não foi por acaso que a Rede Globo escolheu estratégicamente aquela paisagem urbana para embelezar seu jornal diário, e o nome da ponte que todo mundo conhece como ”Estaiada” chama-se Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira . O que ninguém ( pelo menos eu ) não sabia é que alguém morreu trabalhando naquela obra. O governo jamais homenagiaria um trabalhador batizando uma obra daquelas com seu nome.
No panfleto distribuido o sindicato alertava para o número de vitimas fatais divulgados no Anuário Estastístico da Previdência Social do ano de 2007. Foram 2.800 trabalhadores, média de 7 mortes por dia. Alguém cantou ao microfne “Jesus Cristo” de Roberto Carlos e a manifestação terminou com um cortejo  fúnebre.

BABÁDOS NO MOSTEIRO DE SÃO BENTO

Um amigo meu que dedicou parte de sua vida à religião catolica disse-me que sonhava em ser padre. Durante o intervalo do café no trabalho ele me contou sobre suas experiências como católico fervoroso. Uma delas foi um periodo de 15 dias no mosteiro de São Bento. Segue o diálogo:

– Uma amiga minha que estuda flosófia lá, disse-me que há casos de homoxessualismo no mosteiro.
– Existe sim – confirmou ele e acrescentou – Há um sitio onde os monges se reúnem para relaxar. Lá há uma piscina e eles podem usar tranquilamente sungas, tomar uisque e tudo mais.
– Sério??
– Sério! e tem mais – disse – Há uma casa de praia no litoral “norte” chiquérrima onde os monges podem se sentir totalmente a vontade. Acaba rolando muitos “babádos” por lá.

Na hora eu sugeri ao meu amigo que seria interessante investigar o mosteiro e fazer um livro cujo título seria: “Os babados do mosteiro do São Bento”.

ENCROSTAMENTO

Atendi uma ligação na livraria de uma cliente que pedia ajuda:

– Me ajuda bein. É que eu estou escrevendo uma carta e preciso saber do significado de uma palavra e não estou encontrando no meu dicionário. Você pode consultar pra mim? Nunca vi caso parecido durante minha profissão de livreiro, mas achei interessante e resolvi ajudar a pessoa.
– Qual é a palavra senhora?
– ENCROSTRAMENTO.
Fui até a sessão de dicionários, consultei o mini-aurélio e não achei a tal palavra. Parti para o Mini – Dicionário da Acadêmia Brasileira de Letras e… nada também. Resolvi consultar o Super Houaiss.
– Encotrei “encrostar” senhora. Anota por favor o significado. Ditei todo significado da palavra segurando o telefone com a mão esquerda e apoiando o volumoso dicionário no braço direito. Eu naquela postura desconfotavel, braço já cansado, aguardando a madame anotar tudinho e ela ainda não satisfeita disse:
– Cê soletra pra mim bein?